terça-feira, 19 de março de 2013

VAI. E SE DER MEDO, VAI COM MEDO MESMO.


Essa frase tem muito a refletir. Nesse post não irei expor nada do que eu penso.
Quero que você reflita com o vídeo o que você vive na sua vida e a partir disso o que pode ser mudado.




VAI. E SE DER MEDO, VAI COM MEDO MESMO.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DIA 28 DE FEVEREIRO É UM DIA RARO!


Data: 28 de fevereiro de 2013
Local: Auditório Campus Memorial
Endereço: UNINOVE CAMPUS MEMORIAL
Av. Dr. Adolfo Pinto, 109
Melhor acesso: Av. Francisco Matarazzo, 364 - prédio C - Barra Funda - São Paulo
Horário: 13h às 19h
Entrada gratuita.
Informações: instituto.baresi@gmail.com (11) 98129-9001 ou Marcelo ou Stella - (11) 3886-6614 - stellinhasousa@gmail.com

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Raras sem Fronteiras!


Dia 28 de fevereiro de 2013 acontecerá um grande evento em São Paulo para as pessoas Raras do Brasil: Raras Sem Fronteiras! 
Quem tiver a oportunidade de ir ao evento e conhecer a proposta do SUS para as pessoas com doenças raras vá lá prestigiar.
Terá a presença do GT do Ministério da Saúde que organizou os documentos norteadores para a política nacional de doenças raras durante o ano de 2012.
Associações, especialistas, pessoas com doenças raras e gestores estão todos convidados!
Divulgue!

Tem uma página super bacana no facebook voltado a esses raros do Brasil. Só clicar aqui!



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A primeira vez


Muitas meninas questionam como será a primeira vez pós cirurgia. Tem um ano e sete meses que realizei a neovaginoplastia. Quando passei pelo procedimento demorou muito para que acontecesse a primeira vez. Não foi medo por de como será que vai ser agora, mas a pessoa especial demorou a aparecer.... e a primeira vez não dá pra ser com qualquer um. 
Dia 20 de julho de 2011 passei pelo processo da cirurgia. Ao sair do hospital, depois de uma semana em repouso absoluto, tomando banho no leito, foi um momento mágico. Agora sim eu estava me sentindo mais completa, podemos dizer. O que antes era impedimento de ter relação sexual normal não o era mais, agora sim eu poderia ter e sem ter que ficar inventando desculpas sobre porque a penetração é difícil de acontecer (já que eu tinha apenas 2cm), ficar correndo disso, adiando.... 
Depois da cirurgia passei pelo mesmo método da dilatação. Para manter o canal e aumentá-lo também. Sem a dilatação a cirurgia pode ficar perdida. Ao sair daquele hospital eu já me sentia outra mulher! Fui ao shopping, estourei o cartão de crédito rsrsrsrs aproveitei o máximo ali.
Eu já citei em posts anteriores que depois da cirurgia as portas se fecharam. Antes era fácil eu encontrar alguém pra ficar, depois foi complicado.... quem passa pelo processo cirúrgico pode saber de uma coisa: tudo realmente tem a hora certa de acontecer. Não adianta ficar ansiosa para primeira vez chegar logo. Primeiro que temos de estar preparada, tem que ser uma pessoa legal pra você, que você tenha confiança. Você tem de estar segura consigo mesma! Se eu fosse tentar ter relação de imediato, creio que não seria muito bom, por medo de dor, de ainda nem poder contar pra pessoa da minha real situação e ele for de qualquer jeito. Realmente não dá! 
Mas a primeira relação sexual enfim chegou! Foi ótimo perceber que ele não percebeu nada, ou seja, meu canal estava perfeito! A relação foi ótima. Me senti a pessoa mais normal do mundo. Claro que dores eu ainda as tive, e de vez em quando ainda as tenho, não tive muitas relações ainda, mas creio que com o tempo vai passando. E quanto mais relaxada e tranquila melhor é!
Depois da cirurgia a relação sexual em si foi, creio eu, como a de qualquer mulher normal com seu canal vaginal e seus úteros. O prazer também é normal. Afinal de contas, nós somos normais sim!
A cirurgia me deu mais confiança em mim mesma. Agora o único "probleminha" é não poder ter filhos, mas o que pode ser considerado para algumas pessoas como primordial estava ali, normal, lindo, maravilhoso, novinho em folha! hehehehehehe (mas o sexo em si não é só penetração!)
Quem passar pelo processo da cirurgia pode ter certeza que a relação sexual, o prazer, será normal. Eu particularmente quando fiz me senti mais mulher, mais confiante em mim mesma, sem vergonha de mim, sem medo de ser feliz!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

EU SOBREVIVI!


Hoje fui a uma nutricionista e qual é minha surpresa: o consultório se localizava no mesmo local onde há 10 anos eu fui a ginecologista e recebi o diagnóstico de agenesia uterina. De imediato não tive reação alguma em relação a isso, mas no momento em que eu me sentei para esperar ser atendida, comecei a relembrar daqueles dias.... afinal o consultório da ginecologista, que ainda se encontra lá e ela ainda atende, estava lá no mesmo lugar, do meu lado praticamente, com a mesma plaquinha na porta e quiçá a mesma secretária. E foi aí que me emocionei, lembrando daqueles dias.... de angústia, medo, receio.... e lembrando da inexperiência, da médica mesmo em me falar o diagnóstico, da falta de informação, da solidão, culpa, a busca por respostas.... e depois de 10 anos me encontro aqui: EU SOBREVIVI!
Sim, eu sobrevivi a falta de informação, ao medo da não aceitação, rejeição, as vezes até por mim mesma em relação ao meu corpo. E sim, eu tive e ainda tenho uma vida normal. Como qualquer outra mulher. Fiz a neovaginoplastia, tenho minha vida sexual normal. Hoje não me questiono tanto os porquês: porque eu? porque comigo?
Eu não sei! E nem sei se alguém sabe, só Deus mesmo, com algum propósito por mim ainda desconhecido....
Claro que meus momentos de baixa ainda vem, ultimamente me pego pensando se sou merecedora do que estou vivendo, em relação a relacionamentos, se realmente mereço alguém que realmente goste de mim e do jeito que eu sou, afinal ele sabe de tudo isso. E aí me questionam: por quanto tempo você esperou por isso??? Você é merecedora sim!
Mas o importante agora é que hoje as meninas que se descobrem portadoras da síndrome tem mais informações do que eu tive quando me descobri assim. Eu tentei buscar ajuda na época, sem sucesso, e me retraí. Não quis mais sofrer com isso. Mas o tempo fez com que sim, você tem que mexer nessa ferida e fazer o que for necessário para não se sentir inferior e incapaz em relação as outras mulheres. E foi aí que passei a buscar informações na internet mesmo. 
Hoje o importante é levar informações a essas "novas" meninas. E é isso que tento, não sozinha, mas juntamente com centenas delas. Graças a Deus a informação sobre a síndrome é mais fácil de ser encontrada e descobrir que não se está só esta a um passo de um clique.
Realmente o tempo faz coisas que não imaginamos! E eu espero que você, recém descoberta portadora, não sinta vergonha em buscar ajuda. Você precisa, assim como eu precisei. Nós precisamos! O apoio uma das outras é o que nos dá forças. Se eu tivesse encontrado tudo isso mais nova, há 10 anos, acho que algumas coisas teriam sido diferente, mas não o foi. Porque na época eu fiz a escolha em me esconder, afinal se trata de um assunto tão íntimo que tive vergonha sim de ficar buscando ajuda, indo atrás, pra falar disso, seja com minha mãe ou com um médico, até porque as vezes que foi com médico eu me frustrei muito, ainda mais depois que uma me jogou um exame pra eu fazer sem ao menos tocar um dedo em mim. A insensibilidade foi enorme, se foi assim na primeira consulta, imagine se eu tivesse insistido nisso com aquela profissional?? A frustração seria maior. Mas quando encontramos alguém que sabe sim do que se trata e o que deve se fazer, as coisas mudam, a conversa muda. É muito bom conversar com gente que sente na pele o que sentimos e com profissionais que sabem o que falam e entende o que é a Síndrome de Rokitansky.
Busque ajuda nos locais certos. Busque saber quais são os profissionais mais próximos a você que pode te atender e vai saber como conversar sobre.
Busque conversar com mais meninas portadoras. Busque nosso grupo de apoio. 
Faça parte e juntas seremos mais forte!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O que era detalhe não mais o é


E o que era detalhe.... não mais o é! Isso mesmo. Não aguentei. Eu não aguentava mais segurar isso pra mim. E se eu envolvesse mais e contasse mais à frente? Será que ele iria aceitar, entender? Gente, pensar e confiar na sensibilidade do outro quando você conta que é portadora da síndrome de rokitansky (como é o caso), é ilusão! Não sabemos como o outro vai reagir diante a sua revelação. E eu não sabia. Só preparei o terreno.... contando que não queria ter filhos, se os tiver seria por adoção. Até ai ele aceitou.
E eis que chegou o dia da revelação. Eu contei. Não os mínimos detalhes, mas que eu não posso ter filhos. E a reação dele? A melhor que eu poderia esperar, na verdade superou expectativas. Muitas pessoas me diziam: homem não importa tanto com isso, relaxa, fica tranquila. Ficaria se ele soubesse e eu soubesse o que ele pensa sobre. E a resposta foi: estamos juntos para o que der e vier, um do lado do outro.
É isso aí! Deus sabe de todas as coisas. E estou feliz!
Vocês também irão encontrar o seu parceiro, aquele que vai declarar o amor à você e jogar fora os conceitos sociais para aventurar-se no mundo contigo!
Estou na torcida!!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quando você se permite amar e ser amada!


Primeiro post do ano, e que post!!!! Meninas, como disse anteriormente.... viver o momento presente é o que há!
E não é que agora sim, eu estou num relacionamento sério pela primeira vez na minha vida??? Pela primeira vez eu estou permitindo que isso aconteça, do outro me conhecer, sem ficar focada na síndrome..... isso é detalhe (ao menos por enquanto).
Está sendo o máximo a experiência! Confesso que é meio estranho você sempre estar com essa pessoa, fazer tudo junto, apresentar a amigos e familiares..... mas o melhor é que sim, ele também gosta de mim, está comigo, e posso dizer: é recíproco!
Resumindo um pouco meu histórico amoroso hehehehehe, é o seguinte: eu tenho 25 anos e nunca quis me relacionar com ninguém, tudo por puro medo devido a síndrome. Medo da rejeição, não aceitação do parceiro da minha condição, e tudo aquilo que pode acarretar quando você conta ao outro que é portadora da síndrome de rokitansky e não sabe como pode ser a reação dessa pessoa. Depois que passei pelo método da neovaginoplastia, que vai fazer 2 (dois) anos em julho desse ano, eu fiquei mais confiante em mim mesma, afinal a relação sexual eu já poderia ter normal, como qualquer outra mulher.
A partir da cirurgia eu passei a ser mais receptiva aos carinhas, porém depois da mesma parece que as portas, de aço diga-se de passagem, se fecharam pra mim. Antes eu tinha "N" carinhas atrás de mim, e depois da cirurgia.... nem uma mosquinha! Sem exageros meninas hahahahahahaha
Nem se eu quisesse tava rolando alguma coisa. Tanto que me aconselhavam muito: calma, tenha paciência, na hora certa aparece..... ta bom, ta bom. Como já dizia Mário Quintana: "O segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim que elas vem até você." Eu já estava enfiando as borboletas goela abaixo do Mário Quintana kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Que cuidar do jardim o que.... isso pensamento anterior hein meninas.
Até que depois de um tempo, depois de desencanar com um grande amor, que eu cria que era, mas na verdade foi uma paixão avassaladora, eu passei a viver mais. A me amar mais. A me aceitar. Da forma que eu era mesmo. Do jeito que eu sou. Sem útero. E desencanei disso de namorado, amor, ou qualquer coisa que fosse relacionado a isso. Claroooo que a terapia me ajudou muito. Afinal, como minha própria psicóloga dizia, quando eu relatava meu homem ideal: você quer um príncipe ou um homem? Porque fato: todos nós temos defeitos! E se eu quero me relacionar com alguém, eu terei de ceder.
Bom, o tempo passou e..... uma pessoa foi se aproximando e eu me vi pela primeira vez querendo tentar. E confesso: a experiência foi e está sendo ÓTIMA!
E hoje estou ai, namorando!
O que eu quero dizer à vocês é: se deem a oportunidade, sem medo de ser feliz. Se permita. Se conheça e deixe o outro te conhecer. Garanto que terá uma grande surpresa!
E cuide do seu jardim! As borboletas sim, virão até você. É clichê, eu sei..... mas é verdadeiro! 
Ano novo, vida nova.... pensamentos novos. Renove seus pensamentos. Reveja seus conceitos. E seja feliz!

sábado, 22 de dezembro de 2012

Que venha 2013


E o Natal se aproxima. E que não esqueçamos o real sentido dessa data, afinal celebraremos o nascimento de Cristo! Que Ele esteja presente em cada coração!
Eu desejo um Feliz Natal a todas vocês que acompanham esse blog, que em breve completará 1 (um) ano! O tempo não passa rápido, ele voa. E sempre que posso eu passo por aqui para escrever um pouco à vocês, e espero ter atingido e continuar atingindo diversas meninas também portadoras da síndrome.
A vida nos reserva muitas surpresas. Eu estou num momento muito feliz! Finalmente me permitindo e permitindo que me conheçam, deixando de lado um pouco a síndrome, não pensando que.... e se ele descobrir, como será? Vivendo o momento presente! E confesso, é ótimo isso! Façam a experiência. Se deixe envolver. Se permita! Você perceberá a diferença quando desprender um pouco da síndrome e viver o momento presente.
E como no Ano Novo não estarei por aqui para postar, já aproveito a deixa para desejar também um Feliz Ano Novo!


"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente." (Carlos Drummond de Andrade)
E não é verdade?? É tempo de renovação, reflexão, novos planos, desejos, metas, objetivos, viagens, amores, pessoas, amizades.... e tantas outras coisas.


Quando o Ano Novo se aproxima, como agora hehehehehe, todos, eu, você, desejamos que esse ano vindouro seja diferente daquele que vai passar, quando na verdade mesmo quem tem que ser diferente, melhor..... é quem faz o ano: nós mesmos! E é isso que quero que vocês sejam: melhores. Sem complexos. Sem medos. Mas com muitas vontades. Sonhos. Metas. Confiança em si mesma. Apaixonada por si e pela vida. Sem culpa de ser assim. Simplesmente somos. E pensa.... quantas somos! Não somos raras. O diferente também é lindoooo! Se não buscou ajuda ainda, busque. Ainda há tempo. Ainda há tempo de ser feliz! Se permitaaa!
Ah se eu pudesse ter uma conversinha com cada uma de vocês..... hehehehehehe 
Não deixe o Ano Novo te surpreender, surpreenda ele. 


Quem em 2013 muitos sonhos se realizem, que as bençãos transbordem em sua vida! Que você realmente seja diferente e melhor, esteja renovada e reflita sobre tudo aquilo que passou para que esse ano vindouro seja surpreendente! E por favor, me conte as novidades! hehehehehehe
Eu tenho que certeza que esse ano será surpreendente a cada uma de vocês!
Lembre-se: "A gente vai a luta e inventa um novo sonho, uma esperança, mesmo recauchutada: vale tudo, menos chorar tempo demais." (Lya Luft)
Concordam?? Chega de chorar, de lamentar, de adiar um tratamento, a busca pela ajuda, a cirurgia, ao método de dilatação, a um relacionamento, a se aceitar, a se amar.

Feliz Natal!
Feliz Navidad!
Merry Christmas!

Feliz Ano Novo!
Feliz Año Nuevo!
Happy New Year! 

Que venha 2013!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Nossa vida é reflexo das nossas escolhas


Não é novidade isso né..... se paramos para analisar como erámos a um tempo atrás, a gente analisa tudo o que escolhemos e às vezes percebemos que se a escolha tivesse sido de outra maneira tudo poderia ser diferente, até porque é uma suposição de: escolha diferente, resultado diferente.
Momento nostálgico hoje. Analisando como poderia ter sido se eu tivesse escolhido diferente ou tido uma postura diferente. A gente comete uns erros que.... nossa, por bobeira mesmo. Orgulho. Medo. Indiferença. 
Quantas vezes desistimos por medo de tentar?? Se for para pra pensar, inúmeras vezes!
Em relação a cirurgia mesmo (neovaginoplastia), fico pensando que eu poderia ter ido atrás de tratamento muito mais cedo, na adolescência, quão segura eu já seria se tivesse me submetido ao método antes. Mas tudo tem seu tempo, e o meu tempo deve ter sido nos meus 24 anos. 
Sem contar nas escolhas de relacionamentos. Se eu tivesse sido mais flexível, talvez hoje seria diferente. Nunca é tarde para mudarmos de postura diante da vida! 
Mas enfim.... o ideal seria ter sabedoria no momento vivido para saber escolher e depois não se arrepender.
aiaiaiai, quanta divagação! hehehehehehehe
Esse ano eu termino a faculdade, nem sei o que me aguarda o ano seguinte, mas vamos viver o presente. Um dia de cada vez.
O que eu quero mesmo é só me dar a chance, a chance de me redescobrir, me amar, me apaixonar, permitir, celebrar, ser feliz!
E que assim seja daqui pra frente....

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ela não tem culpa!


E cá estou eu aqui, no meu cantinho, analisando algumas coisas, e tentando enxergar a síndrome com outros olhos!
Esses dias me deparei com uma das meninas se questionando na questão de relacionamentos, suas amigas namorando, casando, e ela solteira ainda.... não querendo "culpar" a síndrome, mas no fundo no fundo nós a culpamos, no sentido de não permitir que as coisas aconteçam, na vida emocional, por medo da rejeição, não aceitação do parceiro, mesmo sabendo que relacionamentos podem começar e terminar por N motivos. Massssss não é assim que enxergamos essa questão. Problemas a gente sempre vai ter na vida, isso é fato. O que temos de mudar é a postura diante deles, e no caso diante da síndrome.
Simplesmente não escolhemos nascer assim, sem útero, simplesmente nascemos, por algum motivo, o qual não sei, e não é por essa questão que vamos culpar que as coisas não acontecem na nossa vida por causa dela, principalmente na questão emocional. Eu mesmo tenho amigas normais, com seus úteros, que se encontram na mesma situação, solteiras. Homem tá difícil de encontrar, principalmente com caráter, por aí. Não é só pra gente não..... hehehehehehe e aí quando aparece alguém legal, complicamos mais ainda, tudo porque parece que tudo gira em torno da.... síndrome! É complicado desfocar um pouco, mas não é impossível.
Se for ficar sempre pensando nisso, em focar na síndrome, em não poder ter filhos, em como meu parceiro vai me enxergar.... só faz os homens se afastar de você, e você pode até não perceber, mas esses pensamentos cria uma barreira, até mesmo inconsciente, que quando vai perceber..... você se afastou daquele carinha por puro medo, sem ao menos ter te dado a chance de tentar e quem sabe ser feliz! Ahhhhhhhhhh (suspiro) a felicidade, a tão almejada, a que está dentro de nós e é tão difícil de encontra-lá.
Com certeza tem alguém muito especial lhe aguardando, que no momento certo irá aparecer na sua vida, e será aquele homem que irá jogar fora os conceitos sociais para aventurar-se no mundo com você! Dizem que quanto mais procuramos, ai que não encontramos mesmo.... então é aquela coisa, cuide do seu jardim que as borboletas virão até você, e quando menos esperar estará toda envolvida com uma pessoa super especial!
Pare de olhar o jardim do outro e olhe para si mesma!
Redesenhe sua vida, suas metas, seus desejos, suas relações, reações diante da vida, diante da síndrome. E como não me canso e nem vou me cansar de dizer: se aceite!
A síndrome não tem culpa de nada no que acontece na nossa vida, a culpa é da nossa reação diante do que acontece na vida, você faz acontecer ou reage ao que acontece????
Questão a refletir.
Reflita que 2013 está aí!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A idéia é simples, fazer acontecer é que são elas.


Hoje em dia, nessa era tecnológica, onde tudo é on line, fazer as coisas acontecerem parece que virou um passe de mágicas. Na verdade, pra mim, isso tudo não passa de pura aparência e idealização de como a pessoa deseja ser ou que a vida dela seja, quão ousada como fica escrevendo nas redes sociais por ai.
O que eu quero dizer é.... a vida não pára para que nós possamos consertar algo, nos recuperar de uma decepção, juntar os pedaços do nosso coração, ser feliz mais um segundinho.... enfim, são coisas que realmente não se tem como parar para realizá-las, simplesmente o tempo não pára, a vida segue, e nós, ao menos o correto seria, deveríamos seguir nesse mesmo fluxo, da melhor maneira possível, sabendo conciliar bem o que realmente devemos fazer com o que realmente queremos fazer, o que devemos fazer e o que tem de ser feito.
Descobrir ser portadora me fez "parar" por 7 anos, sem buscar ajuda, médico, alguém, informações.... foram 7 anos nas escuras, sozinha, triste, isolada, me condenando não ser merecedora de qualquer tipo de felicidade (tá que as vezes ainda não me acho merecedora, confesso). Esse isolamento nos faz nos perder de nós mesmo. Claro que quando descobri me senti a ET, a anormal, questionando: porque eu, porque comigo? Eu sei lá porque.... e pra que ficar parada no tempo tentando encontrar respostas para algo que talvez nem tenha? Simplesmente nasci assim, e para quem acredita em Deus, porque Deus quis dessa maneira, através de algum propósito na minha vida e até na vida de outras pessoas, esse o qual eu não sei ainda. Depois que encontrei meninas de diversos lugares, portadoras também, digo que o primeiro propósito de Deus em nossas vidas foi nos encontrar, e o restante vamos descobrindo juntas.... a união faz a força!
Não somos tão anormais, somos tão normal quanto qualquer outra pessoa. Hoje digo que não sei o que seria pior, nascer sem útero ou tê-lo e da mesma forma não poder gerar um ser. Ao menos sou sadia, e isso é o que importa, saúde é importante, o resto corremos atrás (clichê, eu sei).
Então, se você se descobriu portadora, não se esconda, procure ajuda, o peso se torna mais leve quando compartilhado, eu me senti super bem quando pude conversar com meninas que realmente sabiam o que eu sentia e sinto ainda, podendo desabafar com quem sente na pele o que é nascer sem útero, canal vaginal, as vezes sem um ovário, rim, ou alguma má formação que a síndrome acarreta. Nós sabemos muito bem que desabafar com alguém "normal", os conselhos parecem tão.... superficiais, porque essa pessoa que me ouve não sabe nem um terço do que realmente eu sinto, pode saber quando desabafo sobre a perda de um amor, de um ente querido.... ou seja lá o que for, mas saber mesmo o que sinto em relação a ser portadora da Síndrome de Rokitansky, o que passei e posso vir a passar, somente nós mesmo, portadoras, que sabemos.
É por isso, eu sei que se conselho fosse bom era vendido, mas vou dar mesmo assim: o melhor é se descobrir e descobrir que não está só, que as vezes, mesmo distante, tem uma pessoa super real que realmente sabe como você se sente, irá te ouvir, te aconselhar, apoiar, e você se sentirá mais forte e capaz!
Traça suas metas, 2013 está aí!
Busque ajuda, não tenha vergonha de si mesma.
Se ame!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Não aprendi dizer adeus.... mas apesar de tanto amor, vai ser melhor assim!


Assim com diz esse título do post.... realmente não aprendi a dizer adeus, ao menos a uma pessoa, isso relacionada a um homem, a relacionamentos. Realmente só o silêncio irá falar por mim.
Sabe o que é gostar, gostar que.... sufoca? Sou eu, que amo d++, amo mesmo, pode perguntar as pessoas próximas a mim, que acredita que o amor é paciente, não tem ciúmes, não ufana, não ensorbece, não é rude e egoísta, não se exaspera.... e por aí vai. Meu Deus, será que amo d+ mesmo???
Talvez esse amor todo é devido a não ter feito a cirurgia, não ter um canal legal na época, a ser frustrada, assim como ter a relação sexual frustrada..... será? Eu sinceramente não sei.
Mas Deus sabe o que faz, e nem tudo o que quero é o que mereço. E é nisso que tenho que me apegar.
E que o tempo cure as feridas que a vida me provocou. Espero ter uma vida nova, focos novos, metas novas nesse ano novo que se inicia..... sim, o ano novo está aí! E você, já realizou tudo o que almejava nesse período de quase 12 meses? 
Eu confesso que eu não.... fracasso esse ano, mas estou correndo atrás.
E para refletir....



Espero que gostem e reflitam!

sábado, 27 de outubro de 2012

Além do Horizonte!


Além do horizonte existe um lugar, bonito e tranquilo pra gente se amar..... hoje é um daqueles..... daqueles dias nostálgicos!
Onde tudo que almejo já deveria ter acontecido, poxa! Ahhh se tudo fosse dessa maneira, muitas pessoas estariam feliz por ai e o mundo mais colorido!
Quisera eu.... quisera eu ser como eu queria ser! Vida idealizada, a minha seria, ao contrário de muitas pessoas, ter a minha menstruação, por mais que dissessem: ficou louca, isso é horrível.... pode até ser, mas é normal pra qualquer pessoa a minha idade e mais além, e pra mim.... é anormal, digamos (anormal não tê-la).
É complicado almejar algo que é normal a tantas.
Sei que sou uma privilegiada em relação a tantas coisas.... abençoada sou! Mas eu queria mais.... eu queria ser, hum digamos.... só mais uma!
Mais uma normal, diga-se de passagem.
Eu, como portadora, diversas vezes me sinto inútil, incapaz, não merecedora de nada de bom dessa vida. Me sinto distante daquilo que me é oferecido. Amor de mãe, irmã, família e até mesmo homem (esse mais). Me sinto incapaz de ser amada por alguém que queira realmente estar comigo, aí penso que ao descobrir a síndrome o "feitiço" se desfaz. Seria assim ou somente coisa da minha cabeça?
Dizem que a minha mente tem uma imaginação fértil.... mas Deus sabe o que faz!
Quem sou eu pra julgar o que é certo ou errado. Eu não sou ninguém perante algumas coisas.
E por mais que eu lute em acreditar que nem tudo é o que eu imagino, penso que não sou merecedora de tantas coisas, considerando a síndrome um castigo, mas será? Até que ponto? 
Questão a refletir....

domingo, 7 de outubro de 2012

Exercício com molde


Sabe essa imagem, é assim que eu me sinto cada vez que tenho que fazer meus "exercícios". Fico pensando..... porque será que eu não posso ter um alguém que possa ser meu molde? Não que eu queria um parceiro para usá-lo, longe de mim, mas com certeza um pênis de verdade é melhor que um de silicone.
Faz um ano e três meses que fiz minha cirurgia, e a receita médica foi: sexo, sexo, sexo nos próximos oito meses, cotidianamente. Agora, pergunta se eu tive relações nesse meio tempo? Nem nos oito meses nem nesses um ano e três meses.
Bom, esses exercícios são feitos com um molde, o meu é desses de sex shop mesmo, um pênis parecidíssimo com um de verdade de silicone. Durante esses oito meses eu teria de colocá-lo (inserir ele no meu novo canal vaginal) 3x ao dia uns 15 minutos. Eu o fazia, mas me doía muito. Antes mesmo de saber um dia que eu iria me submeter a cirurgia, quando eu lia na internet as informações sobre o método de dilatação, eu já sofria, chorei muito por isso pensando: como posso viver com isso, inserir um molde dentro de mim pra conseguir um canal vaginal?????
Eu tentei sim o método de dilatação, mas era horrível, ter que inserir o molde e forçá-lo a entrar, cada vez mais e mais pra ir adquirindo os tão sonhados centímetros a mais lentamente e gradualmente. Meu Deus, era uma tortura! Eu não aceitava isso. Então parti para a cirurgia, por mais que eu conheça histórias de meninas que sim, conseguiram um bom canal vaginal para ter relações com o método de dilatação, eu não estava disposta a passar por isso, a lutar por esses centímetros dia a após dia, e sei lá.... conseguir 1cm em uma semana, eu não sei como é.... é uma suposição minha. Então pra mim isso era uma tortura, só de imaginar.
Então parti para a cirurgia. Sabia que o método era caro mas ao menos eu não sofreria tentando adquirir centímetro por centímetro, eu simplesmente teria de mantê-lo e distender, talvez. E foi isso.
Fiz a cirurgia, fiquei uma semana em repouso absoluto. Tirar os pontos foi uma torturinha também, mas tranquilo. Saí dali com outra missão: manter o canal, colocar molde nele, primeiro mais fino, depois engrossando, pra realmente atingir meu objetivo: um canal vaginal normal para ter relações sexuais.
Por incrível que pareça, depois da cirurgia, parece que as portas se fecharam, portas de aço! (em relação a relacionamentos) Nunca aparecia ninguém (até o momento não ainda), como pode? Sempre eu tive um paquerinha, um fã, um ficante e tal.... e de repente, todos sumiram! A pessoa que eu estava simplesmente se afastou e eu, como não sou tão idiota, percebi, pois ele não me ligava mais, sempre que eu queria encontrar era uma desculpa, não me respondia mais.... e eu não iria insistir em algo que não existia mais, e como ele não sabia da minha situação, diante dessa situação nossa, não fazia mais sentido querer dividir isso com ele. (apesar que um tempo depois eu contei tudo, não pessoalmente, mas por mensagem nessas redes sociais, mas não obtive resposta alguma, não que eu esperasse que ele me respondesse ou quisesse voltar depois da minha declaração da situação, cirurgia e blablabla, mas nem um OK eu tive, tudo bem, eu só revelei tudo porque era uma necessidade minha e ele não era obrigado a me responder).
Enfim..... aí me descobri ainda gostando de uma outra pessoa, um outro que me relacionei antes desse citado acima, depois de muito analisar, chorar, pensar, refletir, dividir minha angústia, chegaram a me dizer: será que você pensa que não deu certo porque na época você não tinha feito a cirurgia, já que você tentou com ele e percebeu que sim, o canal realmente era curto??? Por um instante pensei: é, pode ser isso. Mas.... não, não é. Na verdade nem sei o que é..... mas não é por isso, é porque eu gosto sim.
Todas nós temos o direito de ter nossos parceiros, claro que nós temos sim alguém separado só para nós. Conheço muitas meninas felizes com seus namorados, maridos, que sabem da sua condição e mesmo assim permaneceram com elas. E eu li algo muito lindo que uma portadora escreveu, algo que me tocou muito:

"Em algum momento, Deus olhou para nós, com o olhar mais puro e paternal, apenas possível a Ele em toda a sua magnitude, e quis por várias razões, que nos encontrássemos. Escolheu as mais diferentes meninas e colocou cada uma em um ponto no Brasil. Permitiu que um amor inexplicável pulsasse em nossos peitos e que um sentimento de fraternidade inundasse as nossas almas. Fez de nós mulheres sensíveis, aptas ao amor verdadeiro, o de sentir e o de ser amada. Jamais será possível à nós duvidar do amor declarado de um homem, que jogou fora os conceitos sociais, para aventurar-se no mundo conosco. Deus também quis que olhássemos o outro com afeto e misericórdia. Só quem é capaz de sofrer é capaz de compaixão. Ele também nos escolheu para mudar os paradigmas do mundo, os pensamentos ultrapassados e cheios de críticas e maldades. Por mais que saibamos que o mal existe, a nenhuma de nós é possível praticá-lo! Obrigada Deus, por todos os seus motivos, conhecidos e ainda ocultados, por ter me feito parte desta família!" (V. A.)




Eu sei que tem algumas moças portadoras que quando encontram alguém que realmente não se importa com essa condição de não ter um filho, quer adotar ou fazer o procedimento de útero de substituição, algumas exitam e se sente incapaz de fazer esse homem feliz, pois não pode dar um filho a ele, anulando esse sonho dele. Mas não se pode pensar assim. É como diz a citação acima: "Jamais será possível à nós duvidar do amor declarado de um homem, que jogou fora os conceitos sociais, para aventurar-se no mundo conosco."
Quem somos nós para negar um amor que nos foi dado????
Eu ainda espero encontrar, se é que já encontrei e não estou sabendo hehehehehehe, um amor para estar ao meu lado.
Mas se você encontrou, se você o ama, não se sinta incapaz de amar e ser amada!
E toda vez que eu tenho que fazer meu "exercício" eu sempre questiono: porque ainda isso? Porque ainda esse parceiro não está comigo ainda?
Deus sabe o que faz! E é nisso que me apego....

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Focar, desfocar


Nada melhor que um dia após o outro. Quando as pessoas falam isso para nós soa como: ah é fácil falar! Mas com o tempo eu descobri que sim.... nada melhor que um dia após o outro, que eu para esquecer algo que não me faz bem ou que me apeguei tanto e hoje não me faz mais sentido, o que eu preciso é ocupar a mente com outras coisas, que quando eu pensar que não.... esqueci e desapeguei.
E é por isso que agora eu estou focada em outras coisas, em mim mesma, nas coisas que almejo.... e não mais naquilo que já passou. Quem vive de passado é museu!
Focar é necessário para que eu possa desfocar. Sim! Desfocar daquilo que não me pertence mais.
Focar nos meus sonhos. 
Qual é o seu sonho? Você acredita no seu sonho? O que você faz para alcançá-lo?  
Eu te digo: você merece realizar o seu sonho!
Você faz acontecer ou reage ao que acontece? Você se deixou ser dominada pela síndrome? Ou desapegou dela e hoje se aceita?
Essas são questões pessoais, das quais somente você consigo mesma conseguirá responder e analisar sua realidade.
Até quando você estará conformada? Você vai agir ou reagir?
Eu levei muito tempo pra me aceitar e chegar onde estou comigo mesma, e não gostaria que você levasse tanto tempo como eu levei. Foram 7 anos na escura, isolada, sem buscar ajuda, me sentindo inferior, incapaz, inútil. Até quando você se sentirá assim?
Dê a volta por cima! Você é capaz e merece tudo que almeja!
Olhe adiante, tenha foco, corra atrás, faça acontecer.
Se aceite, se ame, tenha amor próprio!
Se olhe no espelho e veja quão linda és.... se autoconheça!
E seja live, livre pra voar.
O mundo te espera! 
Seu sonho te espera!